segunda-feira, 6 de novembro de 2017

DO: EVANGELISTA LUCAS, 8.17@CÉU, PARA TEMER, LULA, DILMA, AÉCIO & CIA Ltda@PLANETA TERRA.BR ......


""POIS  NADA  HÁ  DE  OCULTO  QUE  NÃO  SE  TORNE  MANIFESTO; 

  E  NADA  EM  SEGREDO  QUE  NÃO  SEJA  CONHECIDO  E  VENHA  À  LUZ  DO  DIA""



O que presenciamos agora é uma  patuscada dos dirigentes públicos de todas as esferas de poder tornando nosso Estado mais patusco do que ele por definição é no desenho institucional brasileiro. 

O que estamos assistindo e vivendo no atual estado das artes do Governo é complexo de definir.  É complexo  analisar porque nada faz senso.
Perdemos o senso e o sentido do governar.  Perdemos o senso e o sentido de conduzir uma nação.   A concepção do processo de Governar passa por perplexidade.  A sociedade, o cidadão e o povo estão perplexos e catatônicos com  os políticos e os responsáveis pelos instrumentos de Governo. 


Até a democracia  que todos nós prezamos e nos esforçamos para  preservá-la é  colocada em risco.  Os governados não acreditam mais nos governantes, eis a questão. 

Chegamos à quarta década do exercício da democracia com três ex-presidentes processados por corrupção dentre os seis que exerceram plenamente seus mandatos e agora o último, Temer, duas vezes indiciado pelo Ministério Público por corrupção e obstrução da Justiça. Comentário dos analistas: prova que as instituições estão funcionando.   Funcionando, como? Só se for contra todos. 


No desastrado governo de uma Presidenta cuja maior conquista foi o de se fixar no gênero gramatical do mandato: Presidenta.  Chegou à Presidência depois de flagrada,  mentindo num cadastro público do seu  (dela) curriculum Lattes.

( O Curriculum Lattes de uso das instituições de fomento, universidades e institutos de pesquisa do país. O Curriculum Lattes se tornou um padrão nacional no registro do percurso acadêmico de estudantes e pesquisadores no Brasil. Atualmente é adotado pela maioria das instituições de Ensino e Pesquisa do País ). 

 A Presidenta destruiu as contas públicas no período do seu governo e abriu caminho para as mesmas praticas no atual Governo.   

Depois do fora Dilma, chegamos a era do  fora Temer. Presidente Temer sem julgamento de sua conduta no cargo é infinitamente melhor equipado do que sua antecessora que ele ajudou a empurrá-la para fora do cargo.   Conhece o mecanismo da Presidência e como professor de Direito Constitucional sabe como funciona o regime de governo. Sabe reger a orquestra do parlamento e como os parlamentares tocam os instrumentos legislativos e quais os estímulos fisiológicos que os movimentam. Pode-se afirmar que em termos de política e sua fisiologia o Presidente Temer é exímio conhecedor.Como  bom jogador de póquer é frio nas grandes apostas . Sua responsabilidade, portanto, é maior. 

Quando refletíamos e escrevíamos nesse Blog  sobre o papel do Estado e dos seus governantes responsáveis, o Procurador Geral da Republica em entrevista coletiva comunica que a Procuradoria examinando gravações de conversas entre os irmãos Batistas da JBF, beneficiados pela Lei de Delação Premiada descobriu que mais de 40 horas de gravação foram ocultadas do acordo de Delação.  O Procurador convocou uma entrevista coletiva e   encaminhou ao Supremo Tribunal Federal as fitas, porque os delatores além de escrachar com a Procuradoria, coloca em risco a idoneidade do Supremo e a suspeição  de quatro dos seus ministros.  

O Supremo reagiu forte como devia através da Presidente Carmem Lúcia.  O mais destacado membro e decano, Celso de Melo, foi  o mais incisivo na defesa do STF mas  foi um dos mais novos ministros  da Corte, Ministro Luís Fux, que estimulou o Procurador a anular a delação e pedir a prisão preventiva dos delatores, porque com arrogância colocaram em xeque a imagem do Brasil no exterior, iludiram a Justiça enganaram a Procuradoria. São corruptos confessos e portanto "o exílio novaiorquino  deveria ser substituído  pelo exílio na Papuda".

Estranho, mais estranho que o o senhor Joesley Batista, sob o manto da delação premiada, falou sem  piedade de homens públicos que comprou e daqueles que ele colocou no seu balcão de negócios para serem comprados.  E ainda chama o Presidente da Republica de ladrão número um da República.....

As dezenas de horas de gravação entre os donos da JBS mostram um retrato a que a politica foi reduzida no Brasil.  Mostram com clareza a patuscada dos políticos que ao se prostrarem nus diante dos donos de fortuna e empresários,  tornaram o Estado mais patusco do que ele se apresenta. 

Senhor Joesley  foi preso junto com o principal Executivo de sua Empresa. Não sabemos como ficará a delação de ambos e se ele acrescentará outros fatos, conversas em gravação.

O ex Ministro de 51 milhões de Reais preso.  Ex Ministro Palocci , fundador do PT e homem forte dos governos petistas, delatando todas as mazelas atribuídas ao ex Presidente Lula e ao seu Governo. Enfim, todo um lodo que está sendo apresentado ao país. A sociedade, o cidadão, a Nação chegaram a exaustão. 

Agora criticam um General,   General Mourão, que como todos  exausto, promoveu um desabafo.  Como se ele e todos nós deveríamos nos acoitar  e esperar. Como o estômago do General fosse diferente do nosso e não embrulhasse diante tanta indecência.  Afinal não se censure no General  o que não se  deseja para você. Ou censura nos olhos dos outros é refresco?

Pesquisas divulgadas mostram que a sociedade não confia mais nos poderes executivo e legislativo.  O Supremo Tribunal Federal esperança de funcionar a um só tempo como limitador e moderador das instituições  bate cabeças e alguns de seus Ministros são  vencidos pela vaidade da toga. E, como não é para pasmar-nos, o STF ainda continua decidindo sobre processos que nada tem a haver com seus altos objetivos, como ultimamente, decidindo sob  rinha de gala, vaquejada e agora recente se cigarros podem ter sabor ou não.  Lamentável. 

Bom, as Forças Armadas  são excelentes para dar ordem na bagunça da Rocinha, promovida exatamente pela corrupção politica. E são (as Forças Armadas)  - em seguida -  proibidas a falar dessa bagunça e corrupçao? 

As tentativas de frear a Lava Jato são evidentes. As metas de deficit público crescentes acendem sinal vermelho para as contas públicas que podem paralisar o Governo. O Legislativo quando chamado a montar uma legislação de Refinanciamento das Dividas Tributarias, remendo para os déficits públicos,  acertam uma emenda no artigo primeiro e o fazem no caput,  exatamente  para evitar  veto.  Incluem no caput da Lei   permissão para que aqueles que estão processados pela Procuradoria da Fazenda Nacional  parcelem suas multas, as quais já foram consideradas delituosas. "O novo Refis ganhou um adendo surreal: permissão para condenados obterem descontos e parcelamentos", concluiu o colunista escritor de O Globo Merval Pereira. Ainda bem que recuaram. Só em ser apresentada a excrecência é também lamentável.

As delações dos criminosos confessos são  absolutamente  deprimentes.  Os delatados ou investem num terreno pantanoso da negativa de autoria ou passam atacar instituições como a polícia federal, ministério publico e juízes. Homens públicos correndo na rua com mochilas de dinheiro. Ex deputado e Ministro aluga um imóvel para guardar 51 milhões de corrupção e propina. Um ex e influente Ministro dos Governos do PT alude um pacto de sangue entre um ex Presidente e uma empreiteira e empresas que mantinham um Banco somente para pagar propinas no Exterior. 

Quando se procura uma saída democrática, os envolvidos atacam aqueles como a Lava Jato que cumprem com sacrifício seu dever.  O mal que produziram no tecido social não foi somente o da corrupção e desvio de recursos explícitos. O mal foi o de injetar o vírus da corrupção e estimular    uma epidemia de comportamento de subtrair, tirar, roubar do poder público. Instalam uma cultura de poder. Chamam isso  de política de acomodação, ou  como ousam colocar "presidencialismo de coalizão".  Todos juntos, acordados,  desde que a Nação se acabe na sanha dos interesses individuais. Tudo em nome de uma coalizão, que chamam pelo apelido  de instrumento de equilíbrio democrático. A  senha é roubem, neguem e mintam, porque ao final a democracia será invocada para adornar o quadro de uma Nação corroída e  sem futuro.  

O tecido institucional já foi suficientemente esgarçado pela corrupção e pela  mentira.  Calar um militar que fez sua carreira dentro da ética dos regulamentos e ensinou e foi ensinado que a Nação não é um espaço de bandidos não é definitivamente a solução. Enganar a sociedade para anestesiá-la, distrai-la num  atrasado debate de esquerda e direita, enquanto o País perde a corrida para a pesquisa cientifica e tecnológica levando-nos para uma futura escravidão de outros países, não comporta mais. 

Estamos a um ano de novas eleições.  Não sabemos se a nação será de novo enganada com populismos que não se sustentam.  Quais  salvadores da pátria a serviço de seus próprios interesses vão aparecer como aparecem nos ridículos horários gratuitos dos partidos políticos.  De novo no colo de alguma presidenta que jogou o pais na mais trágica recessão junto com seu pedantismo de argumentos fajutos e confusos?  Uma politica em que dá aos pobres uma bolsa família sem comprometimento com o trabalho?  À classe média  créditos fartos e impostos exorbitantes?  À classe rica facilidades e cegueira tributária?  Às empresas um Banco de Desenvolvimento sangrando dinheiro público e oferecendo para países que não pediram, mas se submeteram desde que negociassem as obras recebidas com favores ainda não desvendados, porque o BNDES tem que ser blindado em nome de uma segurança bancária ou como diziam: é "segredo de Estado" é "confidencial.? 

Lamentável.  Tudo muito lamentável. Tão lamentável que até os valores de liberdade são questionados.  As pesquisas demonstram que o apoio à democracia caiu a partir de 2015 de 54% para 32% e 55% dos brasileiros.  Os brasileiros e a sociedade estão olhando - antes -  para os seus problemas básicos de saúde , educação, trasporte e segurança. Estão de repudiando a corrupção e as mordomias institucionais venham de que Poder da Republica venha. 

Lamentável quando recente pesquisa demandada pela Data Folha ao Instituto Crescimento em parceria com Barret Values Center para saber como os brasileiros percebem  o pais hoje,  como perceberão  amanhã e se propõem discutir as , bases para a cultura nacional,  a  organizacional e  a corrupção,.  que em 2010 estava na preocupação dos 31 por cento dos brasileiros,  -  hoje subiu para 72%.  Esta pesquisa - oxalá -  deveria ser analisada,  detidamente pelas academias e instituições do Governo uma vez que  norteará os debates em torno dos valores dos brasileiros nos próximos anos. 

Na realidade, os governantes perderam   o sentido de Nação, Pátria, bem comum e decência. Esta indo para o lixo  a nacionalidade. 

Zelar pelas liberdades da pessoa humana,  Pelos Direitos Humanos.  Pelas Garantias Individuais e coletivas, Pela Preservação do Estado Democrático, isto a Constituição de 1988 já fez...  fora disso é patuscada de políticos que tornam o Estado mais patusco do que ele se apresenta na maioria das vezes, como dito acima e repetido para frisar bem.....


PS: - 1


As eleições de 2018 já começaram a bater à porta.  Tudo o que acontecer e o  que não acontecer foge a qualquer mapa de previsibilidade, a não ser a chegada dos  salvadores da Pátria.
Seria necessário que toda a delação dos irmãos Batistas viesse à  tona.  Afinal 2 milhões para  Aécio, 20 para um Ministro, 70 para Dilma 80 para Lula e  outros tantos para outros, mais 500 políticos  que estão  em suas planilhas de propina não é coisa pouca e nenhuma Empresa nacional ou transacional tem condições  bancar de suas próprias contabilidades. Impossível.  O BNDES financiou a maior parte. Quando solicitado a informar pela Lei da Transparência, o Governo da Presidente Dilma dizia que se tratava de operação secreta.  Piada, mas passou como.  Foi contada e recontada  e a justificativa  foi digerida sem um pronunciamento definitivo da Justiça
Se toda a verdade dos irmãos Batista for conhecida e a delação for divulgada  as eleições ficarão  imprevisíveis.  Mas por outro lado se ficarem em cofres confidenciais a  boataria vai correr solta  nas redes. Poderemos assistir uma eleição  feita a base de boatos.
Quem apostaria num quadro  desse....


PS:  - 2



A sessão do Supremo Tribunal Federal que julgou entre outros, o processo do Senador Aécio Neves não será reconhecida como sessão,  muito menos como  do STF.  Lamentável a razão da pauta desta  Sessão.  Lamentável agendamento da Pauta.  Lamentável o debate.  Lamentável as razões dos votos. Tudo, institucionalmente muito  triste. 

Diante de tudo que assistimos e a conclusão que chegamos diante da justificativa aceita como mantra pela mídia: "as instituições estão funcionando" cabe também um mantra do Ministro Armando Falcão do período Médici, no governo da Revolução:  "nada a declarar." 


Quem viu e quem acompanhou a Sessão do STF  só resta repetir:   nada a declarar .... só  lamentar.


O Pais não quer um Supremo Tribunal  composto de ministros com alta envergadura moral e conhecimento jurídico em sessão de bate-bocas decidindo sobre rinha de galos, vaquejada, sabor dos cigarros produzidos...



PS: -  3       


Num dos meus comentários políticos fiz um prognóstico do Ministro Henrique Meirelles se tornar um presidenciável.  Adivinhação de jogo politico? não. Aprendiz de Cientista Político (termo que não gosto)? não.  Apenas uma fresta que a racionalidade do fato politico oferece. Às vezes é rasteiro e linear. Nem sempre, mas é.  

Fiz a mim mesmo a pergunta:  o que leva um politico como Michel Temer vivendo a realidade de um parlamento que faz politica da gastança apresentar uma Emenda Constitucional de Limite para gastos Públicos?  Não é da cultura dele. Não é a sua moeda politica corrente. 

Emenda Constitucional quando aplicada é um cadeado sem chave para abrir a qualquer momento. O Teto de Gastos foi um cadeado nas contas públicas.  O Presidente assumiu em maio de 2016 e em Dezembro do mesmo ano a Emenda estava promulgada. Apresentação, tramitação e promulgação de uma Emenda Constitucional envolvendo Câmara e Senado não e das tarefas mais fáceis. 

A ratio (como dizem os ministros do Supremo) a racionalidade da Emenda é  sem dúvida da lavra de um  bancário que se tornou banqueiro competente  e sempre atuou na racionalidade dos gastos:  despesa não deve ultrapassara receita.  Coisa tão antiga que Marco Túlio Cicero, estadista romano proclamava 55 anos antes de Cristo: 

"O Orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do Estado".

Hoje, o Ministro Henrique Meirelles declara à Veja daquilo que ele já  pensava em maio de 2016 :

Sim, sou presidenciável. As pessoas falam comigo, me procuram, mas ninguém me cobra uma definição. No mundo político, por exemplo, dizem o seguinte: o senhor tem o meu apoio, estou torcendo para isso. Tenho por característica pessoal ser bem pé no chão. Dificilmente vou fazer alguma coisa baseado no entusiasmo. Tenho consciência de que o importante agora é fazer meu trabalho aqui no Ministério da Fazenda. Fazer um trabalho sério e entregar resultados. O futuro é outra coisa."

Bom para todos nós e para a capenga democracia brasileira que o Ministro exerça seu direito de ser candidato.  Necessitamos de uma agenda de campanha politica  séria de País para o seu  povo conhecer, debater e um dia se Deus quiser viver a consciência de liberdade com responsabilidade. 

A entrevista do Ministro Meirelles, hoje, dada a Ricardo Boechat, na Band News, mostra que o Ministro tem folego, cautela e argumentos.  Fala com clareza o que permite que chegue a verdade dos fatos. 

Bom começo. 



PS: -4


Falando em candidaturas.  Preparemo-nos para o inusitado: eleições 2018.  Midia desconectada vai tratar como sempre fez, com  pesquisas, tipo  "se as eleições fossem hoje..." . Os partidos,  35 poderão ser um pouco mais talvez,   36 ou 40 conforme a disposição dos TRE em aprovar os sessenta novos pedidos. 

O inusitado vem do financiamento publico. Ou melhor com os nossos impostos os partidos e seus candidatos escolhidos ou recrutados,  sabe Deus como,  serão financiados pelo Fundo Partidário. recentemente criado.  

A Televisão, o Rádio e impressos gráficos terão presença menos importante. 

Preparemo-nos para uma guerra sem campo e estrategias definidas: a internet e com  ela as redes sociais. 

Em 2018, a projeção de densidade de dispositivos conectados a internet será de dois por habitante, alcançando 416 milhões de aparelhos.  Desses perto de 100 milhões com presenças ativas nas redes sociais.

Quem controlará e em que velocidade os Robôs e os fake news, noticias falsas?  Quem controlará a produção de fakes pelos partidos?  Como será a propaganda eleitoral  e o quê  e como sera permitido? Como os TREs e TRF  estão  se preparando. 

A pesquisa produzida Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV-DAPP) tendo como coordenador da pesquisa Robôs, Redes Sociais e Política no Brasil, o Professor Marco Aurelio Ruedige,  dá uma dimensão da guerra eleitoral que se avizinha e  mostra os  seis momentos-chave na política brasileira – como o primeiro turno das eleições de 2014 e a aprovação da reforma trabalhista no Senado – e constatou que a cada quatro segundos um robô enviou uma mensagem nas redes sociais.   No universo da WEB  12 milhões de internautas produzem fake news - noticias falsas. 

Diante do inusitado não seria aconselhável para quem quer refletir sobre a nossa sociedade esperar o que acontecerá  em 2018. Algumas conclusões poderão ser tiradas no livro  de Sergio Abrantes  E Era dos Imprevistos   onde a crescimento exponencial das ferramentas digitais e suas redes é dissecado. E processo democrático é discutido.








NOTA DE DESPEDIDA **


Com essa inserção estou me despedindo do convívio com aqueles que estiveram comigo até, agora,  nessa  curta caminhada.  MUITO OBRIGADO.

Lembrando Martin Luther King, um dia tive um sonho.  Sonho de deixar registrado como posso e como sei uma contribuição para o meu País.  Vou morrer sempre achando que devo por definição cristã e de cidadão ao meu país, à minha família,   amigos,  caminhantes : uma impagável fatura. 


Deixar registrado  contribuições; deixar  registrado preocupações;  deixar registrado o que via de importante, do que lia e tomava conhecimento. Era a linha do dia-a-dia das minhas reflexões.   Achei que o Blog deveria ser um lugar onde o pensamento iria levar a diálogos, conversas e quem sabe descobertas.  Chamei Sócrates, voltei à filosofia da minha escola risonha e franca com Platão  e todos. Pedi ajuda a Fernando Pessoa, titulei o Blog e dei forma.


Confesso que a ideia era registrar fatos e pessoas para um dia, se  existir,  fizesse-me menos devedor do que sinto  quando chegasse a hora da minha última volta nesse Planeta. Coleciono projetos como sonhos.  Projeto de escrever um dia sobre a Religião da Alegria - Enfatizando um Cristo Alegre. Projeto de escrever um dia sobre a impossibilidade humana de viver num desenho de densidade urbana, onde os homens são  amontoados uns sobre os outros. Uma densidade onde os conflitos se arrastam e tornam violentas as convivências. Projeto escrever sobre a urgência das religiões trabalharem o amor ao próximo  como dogma.  A felicidade vivida no próximo seja vivida na gente.  Na base sobre a qual  se você está bem,  eu  estou bem e melhor.  Se você esta mal, eu estou mal e pior. 


De repente o Blogger e o Google me informaram  que eu tinha tido  mais de 100 mil inserções, cliques, views  ou o nome que queiram dar a um espaço cuja finalidade foi o de apenas registrar e contribuir.  


Como diz a Bíblia cada dia com sua agonia.  Chegaram as  agonias.   Não sei agora como lidar com elas e continuar conversando.  Ah,   ia esquecendo de mencionar -   para não parecer soberbo e metido a besta, o título que mais me agradou foi o de  Vamos Conversar.  Feliz porque  levei uma conversa para mais de 100 mil pessoas.   Pessoas que  não  consegui  atingir nem quando fui homem público e parlamentar.  Sei que a internet e a famosa era da informática empurrou-me para tanto e ... muito. 


Despeço-me. Um até quando, ou um até sempre. Sinto-me triste, sentindo a minha  vida uma ficção ou como expressa os digitais nas redes sociais  como  "lacrado".  Nada de mim sobre mim. 


Fico por  aqui... até um dia, se existir......   até porque espero que a Cecilia Meirelles tenha  razão ""Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira""

Muito obrigado a todos que caminharam comigo.....



** o que segue abaixo já estava produzido para outros posts  quando da despedida acima. Como considerei assuntos de interesse incluo nesse último Post.




E AGORA:

Documento aprovado por CPI defende que não há déficit no sistema


CPI da Previdência aprova relatório final por unanimidade


Por unanimidade, foi aprovado nesta quarta-feira (25) o relatório final do senador Hélio José (Pros-DF) sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência. Além de sugerir projetos de lei e emendas à Constituição para aperfeiçoar a legislação, o documento também solicita algumas providências do governo federal. A pedido de senadores, o relator concordou em retirar do texto final os indiciamentos dos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha O relator concordou em retirar o indiciamento dos ministros do governo Temer que, segundo disse, apresentaram à população brasileira “dados irreais e contas que não procedem”, promovendo “massiva propaganda enganosa e terrorista para mentir e aterrorizar a população”.


O presidente da CPI da Previdência, Paulo Paim (PT-RS), fez um balanço das atividades desenvolvidas pelo colegiado durante seus seis meses de funcionamento. Ele agradeceu a colaboração de todos os servidores e participantes das audiências públicas. Paim lembrou que o relatório final, que tem 253 páginas, foi lido durante 11 horas na segunda-feira (23).

O documento alega haver inconsistência de dados e de informações anunciadas pelo Poder Executivo, que "desenham um futuro aterrorizante e totalmente inverossímil”, com o intuito de acabar com a previdência pública e criar um campo para atuação das empresas privadas. Segundo o relatório da CPI, as empresas privadas devem R$ 450 bilhões à previdência e, para piorar a situação, conforme a Procuradoria da Fazenda Nacional, somente R$ 175 bilhões correspondem a débitos recuperáveis. Uma das propostas do relatório é aumentar para R$ 9.370,00 o teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS), que atualmente é de R$ 5.531,31.

Encaminhamentos

O relatório final aprovado será enviado para diversos órgãos “para análise e adoção das providências e iniciativas cabíveis”: Casa Civil; ministérios da Fazenda, do Planejamento, da Justiça e da Transparência; INSS, Secretaria de Previdência, Tesouro Nacional e Receita Federal; Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf); Conselho Nacional de Previdência Social; Polícia Federal, MPF, MPT e TCU.

O relator sugere que o governo federal peça urgência constitucional para o PL 5.080/2009, que tramita na Câmara e dispõe sobre a cobrança da dívida ativa da Fazenda Pública e atualiza e moderniza a execução fiscal, permitindo a aceleração dos trâmites administrativos e judiciais.

Hélio José pede também em seu texto que a Casa Civil e o Ministério da Indústria elaborem estudos com vista “a aferir, conclusivamente, sobre os impactos gerados pelo Simples Nacional na geração de empregos e redução da informalidade, por setor (produção industrial, comércio e serviços), e sua vantagem sob a perspectiva econômica e fiscal para a sociedade”.

Há ainda solicitação aos ministérios da Fazenda e do Planejamento para que reexaminem “o modelo adotado para elaboração das avaliações atuariais do RGPS e do RPPS no que se refere às projeções de crescimento do PIB, produtividade, indicadores demográficos, taxas de mortalidade, receitas e despesas com benefícios presentes e futuros, e demais fatores relevantes, a fim de que sejam corrigidos os erros de estimativa” apontados pelo relatório.

Ao TCU o relator solicita reavaliação das premissas utilizadas na inclusão das despesas com RPPS (servidores civis e militares) à conta da seguridade social; apuração de programações estranhas ao conceito constitucional de seguridade social incluídas pelo governo federal no orçamento da seguridade social e verificação imediata das determinações contidas no Acórdão nº 1076/2016 – TCU – Plenário, relativamente ao Carf.

Nota:

Este trabalho mostra o que sempre colocamos nos nossos comentários anteriores deste Blog.  Este trabalho mostra a importância dos Parlamentos para a Sociedade.  Esse trabalho mostra que a Previdência tem que ser conhecida por toda a sociedade que a sustenta e, assim,  debatida. Esse trabalho mostra que quem sustenta e a sociedade tem que saber a diferença entre Deficit (que o Governo diz que os únicos que tem que pagar por ele  são os assalariados) e Dívida (que o Governo não diz para a sociedade como aqueles que devem vão pagar e como Governo vai cobrar) . Esse trabalho mostra que o conceito de deficit da previdência tem que ser conhecido e debatido pela sociedade. Deficit é função de vários fatores, como: divida, corrupção, má gestão, má estruturação das receitas e também disfunções na massa salarial que pode e deve ser corrigida por pela uma nova estruturação.
Este Blog cumprimenta o trabalho do Relator Senador Helio Jose, (PDT, DF) da Assessoria Legislativa e principalmente do Senador Paulo Paim (PT RGS) que conhecemos pelos importantes serviços prestados ao seu Estado Rio Grande do Sul  e ao Pais, com uma folha parlamentar de serviços que seu partido - PT,  bem que poderia ser mais generoso  em reconhecer. 





Hospitais brasileiros usam pele de peixe para tratar queimaduras

LER MATÉRIA EM:


Uma nova técnica para tratar vítimas de queimaduras graves com pele de peixe está a ser testada nos hospitais brasileiros.

Cientistas da Universidade Federal do Ceara, Brasil, descobriram que a pele do peixe de água doce Tilápia pode ajudar no tratamento de vítimas de queimaduras, por ter características semelhantes com a pele humana.

A capacidade de cicatrização da pele de Tilápia já tinha sido testada em ratos, na China, mas esta é a primeira vez que este tratamento é aplicado em pele humana, garantem os cientistas brasileiros.

"Usar pele de Tilápia para tratar queimaduras é sem precedentes", disse à agência Reuters Odorico de Morais, professor na Universidade Federal do Ceará (UFC). "Habitualmente, a pele deste peixe é desperdiçada por isso estamos a utilizar este produto para o benefício da sociedade", explicou o professor.

Para além de ser menos doloroso para os doentes, esta técnica é uma alternativa econômica para os hospitais brasileiros dada a abundância do Tilápia nos rios brasileiros.

Antes de ser aplicada nos doentes, a pele é tratada e submetida a um tratamento por radiação que elimina qualquer vírus que possa estar alojado na pele do peixe. Depois do tratamento, o tecido fica com um prazo de validade de dois anos e é inodoro.

Este procedimento já foi aplicado com sucesso a pelo menos 56 pacientes, com queimaduras de segundo e terceiro grau.




Vírus oropouche pode emergir e causar problemas de saúde pública no Brasil

Ver Importante Matéria no Link da Agencia Fabesp:

 agencia.fapesp.br/virus_oropouche_pode_emergir_e_causar...de.../25696/

E no Site de Noticias:
https://www.poder360.com.br/brasil/brasil-corre-risco-de-ter-epidemia-de-febre-oropouche-diz-nyt/

No Brasil, esta doença foi descrita primeiramente no ano de 1960, quando foi isolada do sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília.

Depois da epidemia de Zika, iniciada em 2015, e do surto de febre amarela, no começo deste ano, o Brasil corre o sério risco de ser afligido por outro vírus de ampla distribuição nas Américas do Sul e Central e no Caribe, que se adaptou ao meio urbano e tem chegado cada vez mais próximo das grandes cidades brasileiras. É o oropouche – um arbovírus (vírus transmitido por um mosquito, como o Zika e o da febre amarela), que causa febre aguda e, eventualmente, meningite e inflamação do encéfalo e das meninges (meningocefalite).

O alerta foi feito por Luiz Tadeu Moraes Figueiredo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), durante palestra sobre vírus emergentes na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Com o tema “Inovação – Diversidade – Transformações”, o evento, que ocorre até o próximo sábado (22/07) no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reúne pesquisadores do Brasil e do exterior e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia.

“O oropouche é um vírus que potencialmente pode emergir a qualquer momento e causar um sério problema de saúde pública no Brasil”, disse Figueiredo durante o evento.

De acordo com o pesquisador, que coordena um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, há mais de 500 mil casos relatados no país nas últimas décadas de febre do oropouche – como é conhecida a doença causada pelo vírus.

Não existe um tratamento específico para esta doença, sendo o mesmo sintomático, por meio do uso de medicamentos analgésicos e anti inflamatórios, que devem ser receitados por um médico, pois alguns deles são perigosos, podendo levar à diminuição da coagulação sanguínea (como a aspirina), prejudicando a recuperação do paciente. Em casos graves da febre de Oropouche, pode-se lançar mão de uma terapia antiviral que utiliza um fármaco chamado ribavirina.

A prevenção desta doença é feita por meio da aplicação cuidadosa de inseticidas em locais do país onde há predominância deste mosquito, e quando em áreas endêmicas, fazer uso de repelente de insetos para prevenir picadas.

Os pacientes apresentavam os sintomas típicos da infecção, como febre aguda, dores articulares, de cabeça e atrás dos olhos.

Três deles desenvolveram infecção no sistema nervoso central. “O vírus foi encontrado no liquor cefalorraquidiano desses pacientes”, disse Figueiredo.

O que chamou a atenção dos pesquisadores é que um desses três pacientes tinha neurocisticercose – infecção do sistema nervoso central pela larva da tênia do porco (Taenia solium) – e outro tinha Aids.







O mundo está prescrevendo a Ozonoterapia. 

E o Brasil?

Conferência mundial em Ancona, na Itália, mostrou os avanços da técnica em vários países enquanto os brasileiros ainda esperam pela regulamentação do procedimento pelo Conselho Federal de Medicina

"Quantas pessoas precisarão ter suas pernas amputadas? Quantas precisarão fazer cirurgias de coluna e de joelho desnecessárias? Quantas pessoas precisarão morrer por infecção hospitalar por não terem acesso à Ozonoterapia?", os questionamentos, em tom de desabafo, são da Dra. Maria Emília Gadelha Serra, Presidente da Associação Brasileira de Ozonoterapia (ABOZ) e uma das maiores autoridades internacionais no assunto. A entidade luta desde 2006 para que a Ozonioterapia seja reconhecida como procedimento médico legítimo no Brasil, a exemplo do que já acontece em boa parte da Europa, Ásia, América Latina e até em 32 estados norte-americanos.

Aqui no Brasil, a Ozonioterapia já é reconhecida como PROCEDIMENTO ODONTOLÓGICO pelo Conselho Federal de Odontologia (Resolução CFO no.166/2015) desde 2015 e recebeu parecer favorável do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) para utilização da água ozonizada como recurso terapêutico no tratamento de feridas. Mas o Conselho Federal de Medicina ainda reluta em regulamentar o uso da Ozonioterapia, considerando a técnica utilizada desde a I Guerra Mundial como "experimental".

"É INACEITÁVEL essa demora de 11 anos para regulamentar um procedimento já  reconhecido como legítimo há décadas em tantos países desenvolvidos. Enquanto isso, leigos sem qualificação seguem praticando a Ozonioterapia sem qualquer controle, com equipamentos importados não certificados pela ANVISA, dando margem para a possibilidade de algum acidente por má-prática...", reitera a Presidente da ABOZ.

A Dra. Maria Emília esteve na Itália para participar, como palestrante, da World Conference on Ozone Therapy in Medicine, Dentistry and Veterinary, um encontro mundial promovido pela FIO (Federação Italiana de Oxigênio-Ozonioterapia) - com apoio da WFOT (Federação Mundial de Ozonioterapia). O evento, que discutiu os principais avanços no uso da técnica na Medicina, na Odontologia e Medicina Veterinária, contou com a participação de representantes dos principais países em que a Ozonioterapia é usada rotineiramente, inclusive no sistema público de saúde, como Alemanha, Itália, Grécia, Turquia, Egito, Portugal, Espanha, Rússia, Japão, China, Cuba, dentre outros.

A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza a aplicação de uma mistura de gases oxigênio e ozônio com finalidades terapêuticas. O ozônio medicinal, em contato com o organismo, apresenta ações de melhoria da oxigenação e da circulação sanguínea, redução de dor e inflamação, além de propriedades germicidas. Desta maneira, podem ser tratadas com a Ozonioterapia doenças as mais variadas, sejam de origem isquêmica, inflamatória e/ou infecciosa.

"Mais recentemente a Ozonioterapia vem sendo empregada como tratamento auxiliar para diminuir os efeitos colaterais da radioterapia e da quimioterapia, dentre muitos outros efeitos benéficos desta terapia em uso em vários países em todo o mundo há cerca de 100 anos. Novas aplicações vem surgindo e seu uso tem sido ampliado para o tratamento dos transtornos do espectro autista (TEA), acidentes vasculares isquêmicos, esclerose múltipla, dentre outros", afirma Dr. Arnoldo de Souza, médico e Diretor Científico da ABOZ.

Embora seja um procedimento de uso corrente em muitos países, é necessário que a Ozonioterapia passe por um processo de reconhecimento e regulamentação para uso dos profissionais de saúde no Brasil, assim como os equipamentos geradores de ozônio também precisam ser regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

O Projeto de Lei Federal no. 227/2017, de autoria do Senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que autoriza o uso da Ozonioterapia como procedimento médico complementar em todo o território nacional, está em tramitação no Congresso Nacional. Na semana passada, o assunto foi tema de uma reunião na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal e será debatido em breve numa Audiência Pública antes de ser votado pelos Senadores. O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou à ABOZ que irá participar da Audiência Pública no Senado.

"No Brasil, estamos trabalhando para estabelecer o Protocolo nOOOcaut, com Ozonioterapia por via retal para tratamento de crianças autistas. Os resultados são promissores. Enquanto o CFM leva anos para avaliar e reconhecer um procedimento seguro, eficiente e de baixo custo como a Ozonioterapia, o mundo discute os avanços da técnica em novos campos. A população brasileira vem sendo prejudicada no seu Direito constitucional de acesso à saúde de qualidade, por não poder usufruir dos benefícios da técnica, um procedimento já universal há 1 século, em especial em casos de dores crônicas (hérnia de disco e artrose de joelhos, por exemplo), feridas de difícil resolução e queimaduras, além de infecções (herpes, hepatites e inclusive infecções por super bactérias resistentes). Esta situação precisa mudar, esperamos que o CFM faça a análise da farta documentação enviada da forma mais rápida possível. A esperança é o Senado Federal. Vamos torcer! A não-disponibilização da Ozonioterapia para os pacientes brasileiros combina negligência com irresponsabilidade" conclui a Dra. Maria Emília.

TODO CONTEÚDO E OUTROS IMPORTANTES ASSUNTOS  DA MATÉRIA NO LINK:

https://www.aboz.org.br/noticias/







CUIDADOS PALIATIVOS  A BOLA DA VEZ NA POLITICA PUBLICA DE SAÚDE

Os que bebem juntos da mesma fonte de tristeza descobrem, surpresos, que a tristeza partilhada se transmuta em comunhão”. Rubem Alves.   (Em  “Ostra feliz não faz Pérola " 2014 pag 273)

Em relação aos cuidados paliativos, quando diagnosticada uma patologia sem possibilidades de cura, vivenciamos a difícil tarefa de elaborar a perda de nós mesmos, um luto em vida. Como também após a morte da pessoa que estava sendo cuidada, auxiliar no processo de luto tanto dos familiares como dos cuidadores


Os cuidados paliativos e o movimento da Medicina Sem Pressa apresentam princípios básicos comuns, tais como:

Enfatizar o cuidado focado no paciente, com a escuta cuidadosa e respeitosa de sua história, seus valores e sua individualidade, pois a falta de escuta é uma das maiores enfermidades atuais;
Apresentar como “eixo essencial do exercício da medicina: uma relação médico-paciente” (BIROLINI, 2016, p. 12) sólida, criando laços estreitos e duradouros; implicados na empatia, no respeito mútuo, na compaixão e na preocupação com a dignidade do outro;
Considerar que o tempo e a atenção ao paciente melhoram a tomada de decisão que deve ser compartilhada;
Cultivar a arte tanto de não intervir na autonomia e auto cuidados, como da sabedoria da observação clínica; “na dúvida, não fazer o mal”;
Focar na humanização e não na tecnologia, que deve ser utilizada com bom-senso;
Acolher multidimensionalmente o outro: familiar, social, psicológico e espiritual;

– E por fim, defender a aceitação do inevitável.

Saber lidar com a morte possibilita saber viver a vida! Eros (a energia de vida) e Tânatos (a energia de morte) estão constantemente medindo forças dentro de nós. Temos células nascendo e morrendo a todo o momento.  A vida implica um movimento constante de abertura, a eterna renovação, um fluxo contínuo. Mas, constante, contínuo não significa rapidez, pois há que se respeitar o tempo apropriado para a transformação psíquica de cada um (SOUZA, 2016).





Associação Brasileira de Ozonioterapia -  Conheçam!

SOBRE A ABOZ:

Fundada em 2006, a Associação Brasileira de Ozonioterapia - ABOZ -  discute a utilização do ozônio em tratamentos de saúde.

Fundada em 2006, durante o primeiro congresso internacional de Ozonioterapia no Brasil em Belo Horizonte, a Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ) trabalha para que a prática da Ozonioterapia no Brasil possa ser realizada de maneira legal, consciente, responsável e ética por profissionais capacitados.

A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza a mistura ozônio-oxigênio, também conhecido como ozônio medicinal, como agente terapêutico em um grande número de doenças. É uma terapia natural, com poucas contraindicações e efeitos colaterais mínimos, se realizada corretamente. Utilizada há mais de 100 anos na Alemanha, atualmente a Ozonioterapia é reconhecida pelos Sistemas de Saúde de diversos países do mundo.  No Brasil, a Ozonioterapia foi introduzida em 1975 e a partir da década de 1980 ganhou mais adeptos e atraiu o interesse de várias universidades. Desde 2000, os estudos ganharam corpo e a técnica vem se difundindo amplamente no Brasil. Uma das prioridades da ABOZ é garantir informação e formação de qualidade relacionada à Ozonioterapia, devidamente embasada na experiência internacional e também nacional.

#OzonioterapiaJa
#OzonioterapiaParaTodos
#OzonioMoleculaDaVida
#AbozOzonioterapia

Navegue e Participe desse Importante Movimento em favor da Saúde no Brasil no LINK:
www.aboz.org.br





Frutas pouco conhecidas têm alto poder anti-inflamatório e antioxidante

Maria Fernanda Ziegler  |  Agência FAPESP


As frutas conhecidas como bacupari-mirim, araçá-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubajaí ainda não ganharam fama, nem espaço nos supermercados. Se depender de suas propriedades bioativas, em questão de tempo elas poderão estar não só disputando espaço nas gôndolas como ganhando posição no ranking dos alimentos da moda.

Além dos valores nutricionais, as cinco frutas nativas da Mata Atlântica têm elevadas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Foi o que verificou uma pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de La Frontera, no Chile.

“Não havia muito conhecimento científico sobre as propriedades dessas frutas nativas. Agora, com os resultados do nosso estudo, a ideia é fazer com que elas sejam produzidas por agricultura familiar, ganhem escala e cheguem aos supermercados. Quem sabe elas não se tornam um novo açaí?”, disse Severino Matias Alencar, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq, se referindo ao sucesso comercial da fruta amazônica com grande quantidade de antioxidantes e que hoje tem a polpa exportada pelo Brasil para vários países.

O trabalho, com apoio da FAPESP, teve resultados publicados na revista PLOS ONE.

TODO O IMPORTANTE CONTEÚDO NO LINK:

http://agencia.fapesp.br/frutas_pouco_conhecidas_tem_alto_poder_antiinflamatorio_e_antioxidante/26295/






O GOVERNO TEM QUE RETOMAR ESTE DEBATE

Bisfenol pode desregular hormônios tireoidianos mesmo em dose baixa

Conteúdo de toda a Matéria no link:


Presentes na água, no ar, nos plásticos, alimentos, cosméticos, remédios e em muitos outros lugares, esses compostos químicos interferem no funcionamento dos hormônios humanos e de animais, prejudicando funções importantes para o organismo, como metabolismo energético, imunidade, desenvolvimento neurológico e sexual.

Em experimentos com ratos, o grupo da Unifesp observou que, mesmo em doses bem inferiores às consideradas seguras pelas agências reguladoras, dois conhecidos disruptores endócrinos – o bisfenol A e um herbicida à base de glifosato – podem alterar a regulação dos hormônios tireoidianos se a exposição ocorrer durante o período da gestação e do aleitamento ou durante a puberdade.

Os resultados do trabalho, realizado com apoio da FAPESP, foram apresentados em setembro por Maria Izabel Chiamolera na 32ª Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Campos do Jordão.

“Estudos recentes sugerem que, no caso dos desreguladores endócrinos, nem sempre a dose mais baixa é a mais segura, pois ela pode passar despercebida pelos mecanismos de defesa das células. Por outro lado, a janela de exposição parece realmente fazer diferença, sendo mais críticas as fases de desenvolvimento embrionário e aleitamento, bem como a puberdade, quando há grandes alterações hormonais ocorrendo no organismo”, explicou Chiamolera.

Na avaliação da pesquisadora, as decisões dos órgãos que regulam o uso dessas substâncias devem passar a considerar também os princípios da endocrinologia – não apenas os da toxicologia.





ONU Meio Ambiente e banco holandês investirão US$ 1 bilhão em agricultura sustentável



A ONU Meio Ambiente e o banco holandês Rabobank anunciaram  uma parceria para investir 1 bilhão de dólares em projetos de agricultura sustentável. O programa de fomento concederá subvenções e crédito a clientes envolvidos na produção, processamento ou comércio de commodities agrícolas. Proprietários brasileiros administram 17 milhões de hectares de terras.

A ONU Meio Ambiente e o banco holandês Rabobank anunciaram neste mês (16) uma parceria para investir 1 bilhão de dólares em projetos de agricultura sustentável.
             
Para ter acesso aos fundos que serão disponibilizados pelo Rabobank, empresas deverão respeitar exigências de proteção e restauração florestal, bem como promover o envolvimento de agricultores familiares.

“Queremos que todo o setor de finanças mude seu crédito agrícola, afastando-se do desmatamento e (caminhando) em direção a paisagens integradas, que oferecem bons empregos, protegem a biodiversidade e são boas para o clima”, defendeu o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.

“O uso sustentável da terra e a restauração de paisagem são fundamentalmente investimentos sólidos e bons negócios. Precisamos acelerar essa tendência de modo que ela se torne o “novo normal” para a indústria financeira”, acrescentou o dirigente.

“Nossa meta é aumentar substancialmente a qualidade da terra atualmente arável, ao mesmo tempo em que protegemos a biodiversidade e reduzindo as mudanças climáticas em todo o mundo”. 



USP: Cidade Universitária ganha nova área de reserva ecológica


Uma extensão de dez hectares, coberta com vegetação nativa da Mata Atlântica e localizada no Viveiro das Mudas da Rua do Matão, na Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira”, é a nova área de reserva ecológica da USP. Uma portaria publicada no Diário Oficial, no dia 21 de junho, determina a preservação permanente da área, que passa a ser destinada a conservação, restauração, pesquisa, ensino e extensão.

A nova reserva expande ainda mais o percentual de áreas verdes preservadas da Universidade – que já dedica mais de 30% de seus 7.600 hectares quadrados de território para a conservação. Ao todo, seis campi possuem áreas consideradas reservas ecológicas: Lorena, Piracicaba, Ribeirão Preto, Pirassununga, São Carlos e São Paulo (distribuídas entre a Cidade Universitária e o Parque CienTec, na Água Funda), todas regulamentadas por uma legislação interna .

Durante a Semana do Meio Ambiente também houve o lançamento oficial do aplicativo BioExplorer, inspirado no jogo Pokemon Go. O aplicativo usa realidade aumentada e nele os participantes capturam e colecionam animais e personagens do folclore brasileiro.
inspirado no jogo Pokémon GO e desenvolvido pela equipe do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Computação (NAP BioComp), o BioExplorer é um aplicativo de realidade aumentada com animais da Mata Atlântica. Sua primeira versão conta com quatro animais: o lobo-guará, a capivara, o carcará e a onça-pintada, que aparecem em um raio de 35 metros do jogador.

MATÉRIA COMPLETA NO LINK:

http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/zeladora-se-torna-professora-em-escola-em-que-se-formou-08mihc04df6ade250i330fcas?utm_source=ShopBack&utm_medium=ShopPush_Manual&utm_campaign=Manual_10_08_2017






Pague apenas pelo usufruto

Sistema reúne produtos e serviços em estratégia comercial que elimina a venda do bem e gera oportunidades e novos desafios para a indústria

CONTEÚDO DE TODA A MATÉRIA  NA REVISTA FAPESP

Algumas empresas de manufatura começam a adotar um novo modelo de negócio de seus produtos. As vendas tradicionais estão sendo substituídas por um sistema comercial no qual as empresas mantêm a posse dos bens produzidos, cuidam de sua manutenção e garantem seu funcionamento, e o cliente paga por usufruir as funções proporcionadas pelo produto. É o sistema produto-serviço, da sigla PSS, product-service system, também conhecido como product as a service ou servitização no Brasil, palavra que significa a estratégia de mudança de uma empresa fornecedora de produtos para uma solução PSS

No exterior já existem muitos exemplos, principalmente na Europa. A Rolls-Royce disponibiliza suas turbinas de avião em um modelo PSS em que as companhias aéreas pagam por hora de voo. A Michelin oferece aos gestores de frota de caminhões um sistema pelo qual é remunerada pela milhagem rodada de seus pneus. Na Holanda, a Philips faz para clientes corporativos a análise do ambiente e o design da iluminação. O cliente paga pela luz utilizada em horas, o que abrange todo o serviço, inclusive instalação, fornecimento de equipamentos e manutenção.

O PSS também proporciona vantagens para os consumidores. A primeira delas é que não há necessidade do desembolso imediato de recursos para usufruir do produto e os gastos são diluídos ao longo do tempo de uso, permitindo inclusive o acesso a bens mais sofisticados. O consumidor também reduz os riscos associados a uma aquisição, como o desencanto, a desvalorização e a obsolescência. Também não precisa se preocupar com a manutenção e a atualização ou mesmo com o descarte pós-uso. O PSS, no entanto, não é necessariamente uma opção mais barata para o consumidor. O sistema produto-serviço é conveniente para o cliente por ter vantagens como a manutenção assegurada e não precisar disponibilizar o pagamento total, como acontece no sistema de venda direta ao consumidor. Saber se o valor desembolsado a longo prazo é maior do que a compra imediata é de difícil cálculo. “Os estudos que temos indicam que pode ser até menor, porque, ao adquirir o produto no modelo atual, o cliente arca com as manutenções e com eventuais custos adicionais”, analisa Rosenfeld.

No final da vida útil do produto, o descarte não é feito pelo cliente, que muitas vezes não tem informação ou interesse em dar uma destinação correta ao material. Como mantém a posse do produto, a tendência é que o fabricante reaproveite materiais e insumos em processos de remanufatura e, quando necessário, faça um descarte mais organizado e ambientalmente correto de componentes que se tornaram obsoletos.





VALE A PENA A LEITURA DOS TEXTOS ABAIXO:

1:

Congresso e sociedade,  

por Antônio Carlos Medeiros, para A GAZETA,  5 de Outubro 2017



É preciso ver que nem a Câmara exerce seu papel de casa do povo adequadamente, nem o Senado exerce bem o seu papel de representação dos Estados



No mundo inteiro, a política, os políticos e a democracia estão em descrédito. Não apenas no Brasil. Há uma desconexão entre a sociedade e a política. São fatos da realidade do mundo do ciberespaço e das relações virtuais. A “casa” dos políticos é o Parlamento. Por isso, vale retomar o debate sobre o Congresso brasileiro. Reafirmar que a representação congressual tornou-se progressivamente ilegítima. Para além da questão da ética e da corrupção, que a Lava Jato desnudou, é crucial a ótica da representatividade.



Não basta acusar a cultura patrimonialista. É preciso ir além. Não basta mudar o sistema eleitoral, criar a cláusula e barreira e proibir as coligações proporcionais. É preciso ver que nem a Câmara exerce adequadamente seu papel de casa do povo, nem o Senado exerce bem o seu papel de representação do território (dos Estados).



Os deputados viraram “vereadores federais”. E os senadores, ao deixarem de ter apenas papel revisor, viraram uma espécie de misto de vereadores e deputados. Os papéis estão invertidos, as funções estão deturpadas. Isso amesquinhou a atividade legislativa, em torno de pequenos favores, arranjos, acordos, privilégios e tudo o mais que a opinião pública condena.



Funcionam apenas mecanismos de reprodução dos mandatos. Nada, ou muito pouco, da Grande Política, feita de projetos e leis relevantes. Tudo da pequena política, feita do clientelismo e da lógica patrimonialista do Estado brasileiro.



Será fundamental resgatar o papel da Câmara, como representante direta dos cidadãos, e do Senado, como casa de caráter revisor. Hoje, o Senado atua como se fosse uma Câmara. E a Câmara - fruto das anomalias criadas lá atrás pelo chamado pacote de abril de 1977 e da Constituição de 1988 -, atua com representatividade deformada da sociedade.



Logo, as duas casas estão em dissonância com a sociedade. Não se constrói nem legitimidade da representação política (os políticos eleitos), nem consensualidade no exercício do poder (a formação e o funcionamento do governo). Como corrigir essas anomalias?



Além das questões da barreira; das coligações proporcionais; e do sistema eleitoral misto, há que se garantir adequada representação dos Estados, através da redistribuição do número de vagas destinadas a cada ente na Câmara. Atenuar o problema da super-representação dos menores e da sub-representação dos maiores, sem violar a regra de ouro que exige a não tirania da maioria e o não veto da minoria no funcionamento da Câmara. Feitas as simulações e contas, esse reequilíbrio poderia ser atingido com um mínimo de 6 e máximo de 70 deputados por Estado. Reduzindo para 420 o total de deputados. Também há que se promover a limpeza da pauta de problemas tratados na Câmara. Desobstruir a pauta daquelas matérias paroquiais. E buscar o bicameralismo equilibrado. É possível.



*É pós-doutor em Ciência Política pela The London School of Economics and Political Science




2:

"Tempo, dinheiro e atraso",   

  por Nelson Motta O Globo, 22 Set 2017

Com a revolução digital e a aceleração do ritmo de vida, cada vez mais se confirma que tempo é dinheiro. Mas não no Brasil.

No tempo em que uma caixeira do McDonald’s dos Estados Unidos atende a quatro clientes, uma brasileira atende a apenas um. É uma metáfora do nosso atraso — tecnológico, político e social.

No Brasil impera a cultura do desperdício de tempo, principalmente o alheio. Não só nas lanchonetes, nas caixas de supermercados, nas repartições públicas. Somos reféns da burocracia, da preguiça, do desprezo pelo outro, do exercício abusivo de pequenos poderes fiscalizadores, inspetores e autorizadores, criando dificuldades para vender facilidades, num Estado paquidérmico que espalha seus tentáculos paralisantes por toda a sociedade.

A reforma trabalhista, finalmente, vai acabar com a extorsão do imposto sindical obrigatório. Como é inexorável largar o osso, os sindicatos exigem que seja aos poucos, em alguns anos, para mamar mais um tempo. Emendas parlamentares querem que a reforma da Previdência seja feita em etapas lentas, graduais e seguras. Fim das coligações só em 2020; voto distrital misto, só em 2022. O tempo não para.

Processos apodrecem nos tribunais, crimes prescrevem, paletós envelhecem nas cadeiras das repartições, a impontualidade é hábito nacional, empresas gastam tempo e dinheiro para administrar impostos, a compra de tempo é fonte primária de corrupção.

Nelson Rodrigues dizia que dinheiro compra até amor verdadeiro, mas compra algo mais precioso: tempo. Sem amor verdadeiro até dá para levar, mas o tempo é vital, é vida passando.

Dinheiro pode comprar liberdade, independência, conforto, descanso, lazer, tempo de espera. Pode comprar vida com os melhores médicos, remédios e hospitais, já que não vale nada sem saúde para usá-lo. Tempo é o maior bem que o dinheiro pode comprar. Mas não no Brasil, onde ele é esbanjado como nossos recursos naturais, fazendo os brasileiros passarem boa parte da vida... perdendo tempo. E dinheiro.

Se pudéssemos quantificar um valor, em dólares, do tempo que é desperdiçado no Brasil, teríamos os números tenebrosos do nosso atraso.

Nelson Motta é compositor, escritor, articulista de o Globo e TV Globo




3:

MANUAL DE NATAÇÃO 


Por Frei Betto


30/09/2017 -   EDITORIA OPINIÃO DE  O GLOBO


Para quem não sabe nadar e se interessa em aprender, não basta ler o manual de natação. Ao passar à prática o risco de se afogar é inevitável.

Isso vale para a vida de oração. Não bastam lições de catecismo ou teologia, ler textos religiosos ou frequentar a igreja. Oração, como natação, se aprende na prática. É o recurso mais apropriado para se cultivar a espiritualidade.

Nós, cristãos ocidentais, somos cartesianamente muito conceituais. Falamos de Deus, sobre Deus, com Deus, mas não deixamos Deus falar em nós. Somos como a minha tia que, no telefone, tanto falava que nem se dava conta de que minha mãe de vez em quando largava o fone para conferir as panelas no fogão.

Para que serve a oração? Para o coração embeber-se da presença divina, dilatar a nossa capacidade de amar e aprofundar a fé. Jesus orava. Passava longas horas em oração, até mesmo a noite inteira, como registra Lucas (6,12; 9,18; 18,1). Isso derruba a ideia herética e, no entanto, tão frequente, de que Jesus não tinha fé como nós temos. Ele inclusive passou por crises de fé (Marcos 15, 34).

Há muitas formas de oração. Algumas religiosas, como culto ou missa, canto, ofício divino, rosário ou terço, recitação dos salmos, romarias ou peregrinações. E há as que transcendem a esfera religiosa, como a meditação e a contemplação.

Meditar é como aprender a nadar ou andar de bicicleta. Para quem não sabe, são tarefas arriscadas, perigosas. Depois que se aprende, faz-se sem pensar.


Devemos estar bem conscientes de que a mente egocêntrica não é capaz de entrar no mundo da meditação. Medita-se com o coração, não com a razão; com o inconsciente, não com o consciente; com o não pensar, não com o pensar. Assim, de condutor se passa à condição de conduzido.

Há que perder a mania de querer tudo controlar através da mente. É preciso despojar-se dela. Calá-la. Virá-la pelo avesso. Fechar olhos e boca da mente, tão gulosa e soberana. Quanto mais se consegue cegá-la, mais se vê a luz. A mente é capaz de apreender a física da luz. Não a própria luz – esta, só a meditação capta.

Meditar é mergulhar no mar. Não posso possuir ou reter o oceano. Mas posso banhar-me nele, deixar que me envolva, embale e carregue em suas ondas. Ao ser capaz desse mergulho começo a meditar.

O mar está sempre lá. Eu é que devo dar os passos em sua direção. Ele jamais se afasta de mim; está pronto a me receber. Mas devo livrar-me das roupagens que tanto pesam em meu ser. Quanto menos, mais leveza dentro da água.

Entro no mar. Mal sei nadar. De repente, percebo que já não dá pé. É quando se inicia a meditação. O ego sente que já não tem apoio. A força da água que me envolve é maior que a minha capacidade de caminhar dentro dela.

Quanto mais fundo penetro no mar, mais água me envolve. Quanto mais mergulho, maior a profundidade que alcanço. Em torno de mim, do lado direito e do esquerdo, acima da cabeça e abaixo dos pés, tudo é oceano.


Eis a meditação. Porém, se uma ideia furtiva ou preocupação me atira na praia, não devo me inquietar. Basta retornar à água. É infinito o oceano da meditação.

A meditação dilata a nossa capacidade de abrir-se ao amor de Deus e amar o próximo. E nos induz a não dar importância ao que não tem importância, livrando-nos de sofrimentos inúteis.

Nos evangelhos não consta o termo meditação. Mas tudo indica que Jesus meditava. Se ele tanto insistiu para não multiplicarmos as palavras na oração, e passava noites cultivando a sua vida espiritual, é de se supor que meditava. Deixava-se impregnar da presença amorosa do Espírito de Deus. Descentrava-se de si para centrar-se na natureza, no próximo e em Deus.


Para quem tem interesse em aprofundar a vida de oração, o primeiro passo consiste em reservar tempo para isso, como fazemos para as refeições e dormir. Para se tornar efetiva a oração, precisa ser afetiva. Comum união (comunhão) de amor.


Oração que não resulta em misericórdia, tolerância, serviço aos necessitados e defesa intransigente dos direitos humanos é mero palavrório carente de conteúdo e sentido. É tomar o santo nome de Deus em vão. Pois “nem todo aquele que diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino de Deus, e sim quem faz a vontade de meu Pai” (Mateus 7, 21).



Frei Betto é escritor, articulista de O Globo,  autor de “Um Deus muito humano” (Fontanar), diversos  outros livros.





4.

A imoral e desumana Previdência Social do Brasil

Por Ricardo Bergamini do seu Site de Noticias

http://www.ricardobergamini.com.br/portal/



- Em 2016 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 152,2 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.512,92).

- Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.727,27).

- Resumo do resultado previdenciário de 2016 do RPPS (servidores públicos): União (civis e militares) déficit previdenciário de R$ 77,2 bilhões; governos estaduais déficit previdenciário de R$ 89,6 bilhões e governos municipais superávit previdenciário de R$ 11,1 bilhões. Totalizando déficit previdenciário do RPPS da ordem de R$ 155,7 bilhões.

- Em 2016 a previdência social brasileira total (RGPS E RPPS) gerou um déficit previdenciário total de R$ 307,9 bilhões, cobertos com as fontes de financiamentos (COFINS e CSSL, dentre outras pequenas fontes) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

- Cabe lembrar que no ano de 2016 houve uma renúncia previdenciária da ordem de R$ 43,4 bilhões com exportações, simples nacional e com entidades filantrópicas, dentre outras de menor significância.

Arquivos oficias do governo estão disponíveis aos leitores






5.

Merval Pereira: Corrupção e democracia

Jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras para o Jornal o Globoblogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/corrupcao-e-democracia.html 

“O que coloca em perigo a sociedade não é a corrupção de alguns, é o relaxamento de todos”. A frase do pensador político e historiador francês do século XIX Alexis de Tocqueville, criador da definição de social-democracia na análise das democracias ocidentais modernas, nunca esteve tão em voga quanto hoje, e não apenas na América Latina, que, pela primeira vez nos últimos 22 anos, pôs o problema da corrupção como o mais importante, segundo pesquisa do Latinobarômetro divulgada ontem.

ONG sediada no Chile que faz pesquisas regularmente sobre valores e opiniões na América Latina, o Latinobarômetro, em pesquisa que já comentei aqui na coluna, já havia detectado que a confiança na democracia está em declínio na região desde 1995. Comparados com outros nacionais consultados em países da América Latina, os brasileiros são os segundos menos dispostos a apoiar a democracia.

Há pesquisas que mostram que a democracia era um valor muito mais respeitado entre as gerações mais velhas, ao passo que na dos millenials, os que chegaram à fase adulta na virada do século XX para o XXI, apenas 30% nos Estados Unidos consideram que a democracia é um valor absoluto.

O mesmo fenômeno é constatado na Europa, em números mais moderados. Um estudo mostra que, em 2016, o apoio dos brasileiros à democracia caiu 22 pontos percentuais. Não apenas o apoio saiu de 54%, em 2015, para 32%, como 55% dos brasileiros se disseram dispostos a aceitar um governo não democrático desde que os problemas sejam resolvidos.

Agora, pela primeira vez a pesquisa Latinobarômetro mostra que a corrupção é a principal preocupação do Brasil, onde cerca de 31% dos cidadãos a consideram o principal problema nacional. Envolvendo 18 países latino-americanos, a pesquisa mostra que o Brasil não está sozinho. Há dez anos, a corrupção sequer aparecia com dados significativos e, hoje, está presente e com peso em quase dez países do continente, segundo os coordenadores da pesquisa.

A conclusão é que a democracia latino-americana está em crise, e uma das principais razões é o descrédito dos sistemas políticos, dos partidos, das lideranças. O Latinobarômetro mostra que 70% dos cidadãos da região criticaram seus governos por pensarem apenas em seus interesses individuais e não no bem comum, sendo que, no Brasil, esse percentual alcançou 97%.

Não é por acaso, portanto, que a questão da corrupção, a partir do caso brasileiro, tenha se espraiado pela América Latina, já que o esquema montado pelo PT nos governos Lula e Dilma exportou para diversos países chamados “bolivarianos” o mesmo sistema de compra de apoio político com o apoio da empreiteira Odebrecht.

Esse sistema de corrupção que agora está sendo desvelado corroeu os frágeis sistemas democráticos em diversos países da região e fez com que a descrença na democracia representativa aumentasse nos últimos anos.

O surgimento do “capitalismo de Estado” fez com que a relação direta entre democracia e capitalismo já não seja mais uma variável tão absoluta quanto parecia nos anos 80 e 90 do século passado. Ela está sendo deixada de lado pela emergência de países capitalistas não democráticos, como a China, e também pela desigualdade econômica exacerbada em países como o nosso.

Um novo estudo do World Wealth and Income Database, dirigido pelo economista francês Thomas Piketty, também já citado anteriormente na coluna, mostra a “extrema e persistente desigualdade” do Brasil, o que serve para desacreditar a eficácia do capitalismo em países em desenvolvimento como o nosso.

Uma comparação do Brasil em relação a outros três países — Estados Unidos, China e África do Sul — mostra pelo menos uma diferença de 8% no que se refere à renda em mãos do 1% mais rico da população. No Brasil, a renda desse grupo corresponde a 28% do total, enquanto na China é de 14%. Crise econômica, desmoralização da classe política pela prática sistemática da corrupção e violência urbana são ingredientes que se misturam para desacreditar a democracia representativa.
É nesse ambiente negativo que o Brasil entra agora no ano eleitoral.




Filosofia da construção

Cristovam Buarque é senador pelo PPS-DF
Artigo publicado pelo Jornal O Globo – 30/10/2017

Todo político sem causa é um corrupto em potencial: usa o poder para enriquecer ou para ficar no poder. Por isso, a escassez de bons filósofos é tão grave quanto o excesso de maus políticos.

Até recentemente, havia filosofias que empolgavam os debates políticos: capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, desenvolvimentismo, nacionalismo, oferecendo bases filosóficas que justifiquem as causas das lutas dos políticos.

Com a globalização, robotização, comunicação instantânea, crise ecológica, pobreza persistente, desigualdade crescente, migração em massa, fracasso do socialismo e injustiças do capitalismo, essas filosofias ficaram ultrapassadas, sem bandeiras claras no horizonte filosófico e político.

Neste vazio de propostas, surgem três alternativas possíveis para orientar o comportamento político. A “filosofia do conformismo”, justificando aqueles que assistem sem reação nem alternativa à marcha da História em direção à modernidade técnica descontrolada, aceitando o progresso global provocar desemprego estrutural, separar as pessoas por “mediterrâneos invisíveis”, muros e cercas, desequilibrar a ecologia, assistindo à generalização das drogas e da violência, crianças sem futuro. Por esta filosofia, o caminho seguido nas últimas décadas é inexorável e não caberia à política controlar o rumo social.

A “filosofia da resistência” é praticada por aqueles que não aceitam a marcha do avanço tecnológico, mas não buscam propostas alternativas: limitam-se à luta para impedir o progresso técnico e fechar as fronteiras nacionais; defendem direitos adquiridos no passado, sem buscar entender quais destes direitos ficaram obsoletos, quais amarram o futuro, e que novos direitos precisam ser conquistados.

A “filosofia da construção” aceita o progresso em marcha, mas não se acomoda aos desastres sociais e ecológicos que ele provoca. Comemora o avanço técnico e a globalização, mas ao mesmo tempo busca definir regras para manter o equilíbrio ecológico, salvaguardar as diversidades, inclusive nacionais, educar as novas gerações para um futuro com emprego reduzido e proteger os que ficam desempregados, mas com tempo livre bem ocupado e com renda mínima assegurada.

Tenta propor um progresso que respeite a natureza, substitua o PIB pelo bem-estar, promova atividades culturais, seja responsável com as finanças públicas. Que estabeleça um Piso Social que assegure a todos o atendimento dos bens e serviços essenciais e também um Teto Ecológico acima do qual ninguém poderá consumir.

A formulação desta “filosofia da construção” é um desafio para aqueles que desejam fazer política com causa, sem ignorar nem naufragar nas vertiginosas transformações que ocorrem no mundo contemporâneo.




TODOS,  PRINCIPALMENTE PAIS E PROFESSORES NÃO DEIXEM DE CONHECER, LER E DEBATE

O Comité Gestor da Internet no Brasil ( CGI.BR)  apresentou  a Pesquisa, Versão 2015  sobre o Uso da Internet no Brasil por Crianças e Adolescentes.

CONTEÚDO DA MATÉRIA NO LINK:
 https://www.cgi.br/

A leitura, análise, reflexão e comentários de uma pesquisa como essa é tese de doutorado.  Não cabe nesse e em muitos espaços.

Vale no entanto uma leitura comparativa entre a Pesquisa, a primeira em 2009, feita com base em Estatísticas, sempre confiáveis do IBGE, na Pesquisa de Amostra de Domicilios (PNAD)  e agora divulgada em 2015.  O alcance é outro.  As tecnologias são outras.  As crianças e adolescentes são outras. As motivações são outras.  Mas a perplexidade e indagações sobre o tema continuam as mesmas.

Vejam a educação, seus métodos e concepções, Professores,   as politicas públicas nas áreas de segurança, ética, cidadania e seu exercício e o desenvolvimento dos direitos permanecem estáticos quando, segundo a Pesquisa nas áreas "urbanas, 84% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos são usuários de Internet, enquanto nas rurais a taxa é de 56%.  Nas classes A e B, o uso da rede está praticamente universalizado (97%); e nas DE apenas metade dos jovens são usuários da rede."

A  Pesquisa demonstra  que a "falta de disponibilidade  de Internet no domicílio surge como principal motivo para esses jovens não utilizarem a Internet: 15% das crianças e adolescentes (equivalente a 4,5 milhões de pessoas) afirmaram que não se conectavam à rede porque não tinham conexão à Internet em suas casas."

Vejam: os Pais  perdidos no controle parental com seus filhos  sem interação com os valores religiosos, com a escola e o processo educacional;   a distância entre a autoridade familiar e o universo dos jovens e o que recebem nas suas diversas mídias digitais;    o   conflito com a autonomia e a privacidade que os jovens demandam nos seus grupos com seus perfis hakeados em redes sociais, tudo isso  chama a atenção n a Pesquisa de que  na maioria das crianças e adolescente  seus pais não verificavam o que elas faziam (e continuam fazendo)  on-line.

Porém é mais comum os pais monitorarem suas atividades nos sites de redes sociais do que em outros sites e nas plataformas de mensagens instantâneas,   " Ou seja cada pai, mãe ou responsável tem um jeito de tratar o assunto por estarem distanciados do salto tecnológico, não possuírem uma interação com a Escola, não terem ferramentas e algorítimos e aplicativos. num assunto tão fundamental.

O tema é  urgente e fundamental para a Sociedade e para o País.  Não podemos dar uma de avestruz sobre os diversos aspectos da construção da sociedade e os impactos da exposição de crianças e adolescentes na Internet. A tecnologia digital está dentro da nossa casa e a cultura digital também. 

O CGI, deu uma importante contribuição, aliás vem dando desde  2009.

Vamos pelo menos lembrar o Padre Lebret (Louis -Josph Lebret  1897 -1966) e aplicar o método Ver, Julgar e Agir.

Nota:

O Canal NICbr no You Tube - tem todas as palestras do ultimo Workshop sobre o o assunto. 




PONTO E CONTRA PONTO   

TIREM SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES SOBRE CRIPTOMOEDAS DEPOIS DE LEREM ESSAS TRÊS MATÉRIAS


O bitcoin é a criptomoeda mais famosa – e com o maior número de transações –, mas não é a única. Existem mais de mil tipos diferentes de criptomoeda. 

Marco Carnut

"O bitcoin é tão revolucionário quanto a internet"

Diretor-executivo da CoinWise,  cientista de computação, especializado em  moeda virtual, veio ao Rio participar de debate sobre inovações no sistema financeiro, organizado pela Fundação Getúlio Vargas.

"O bitcoin, uma moeda totalmente virtual, será uma revolução tão grande quanto a própria internet"
Ele é, antes de tudo, uma descoberta científica. Os especialistas sempre acharam que, para haver segurança em um ambiente online, era preciso ter um centralizador, como um banco, um provedor etc. Tentava-se fazer sem essa figura mas nunca dava certo. Até que, em 2008, um sujeito chamado Satoshi Nakamoto, que nunca teve a identidade revelada, publicou um artigo dizendo que havia um jeito e que, aliás, ele permitia a criação de uma moeda digital sem controlador central. Aí surgiu o que chama-se bitcoin, O Brasil é um dos países onde é mais fácil comprar bitcoins. Existem aqui 12 casas de câmbio de bitcoin e elas movimentaram mais de R$ 1 bilhão até agosto, um crescimento de 30% em relação ao registrado no ano passado. Mas o pessoal ainda usa mais como ativo financeiro do que meio de pagamento.

Eu torço muito para que a minha filha, que hoje tem quatro anos de idade, nunca veja uma cédula sequer quando começar a receber mesada.

Leia toda a matéria no link:: 

https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/marco-carnut-cientista-da-computacao-bitcoin-tao-revolucionario-quanto-internet-21859144





Samy Dana

Mania bitcoin: mais uma bolha?

Valorização vertiginosa da moeda digital, sem qualquer fundamento econômico, é principal sinal de alerta,criptomoeda não é vinculada à economia de nenhum país, nem é regulada por algum Banco Central. As transações são anônimas, o que facilita seu uso na lavagem de dinheiro. Como pouca gente compra e vende bitcoin, ela está mais sujeita à especulação.   Em 1º de setembro, a moeda atingiu US$ 4.950, valorização de 496% no ano. Começamos a ouvir histórias fantásticas de gente que investiu pouco e ganhou milhares de dólares. É aí que nasce o perigo.  Prestamos menos atenção às histórias de fracasso. Mas quem comprou bitcoin em 14 de julho a US$ 2.232 e vendeu no dia seguinte, em pânico, a US$ 1.993, amargou perda de 10,7%. Para comparar, em 18 de maio, após a delação da JBS, o dólar saltou 8,15%.

Se a mania da bitcoin é de fato uma bolha, só teremos certeza depois de ela estourar. No entanto, sinais apontam tratar-se, sim, de uma bolha, e das grandes. Quem tiver estômago pode encarar esse investimento. Mas, se a bolha estourar, não diga que não sabia do risco.


Leia toda a matéria no link: 

https://oglobo.globo.com/economia/mania-bitcoin-mais-uma-bolha-21895487#ixzz4uNcGSweV stest


O blockchain veio para ficar?


A tecnologia blockchain tem sido comentada em diversas notícias na imprensa e na maior parte das vezes atrelada ao uso de moedas digitais como o bitcoin. Porém, ela tem potencial para muitos outros usos, podendo auxiliar no desenvolvimento de estruturas sociais e econômicas mais transparentes e distribuídas. Mas afinal, o que é esse tal de blockchain?



O blockchain é um tipo de banco de dados descentralizado que guarda um registro de transações de modo permanente e à prova de violação. Ele possui a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em uma determinada área. Pode-se pensar no funcionamento similar ao dos livros de registro de um cartório, só que de forma pública, compartilhada e universal, que cria confiança na comunicação direta entre duas partes, ou seja, sem o intermédio de terceiros.



Há dois tipos de registros no blockchain: transações individuais e blocos. Um bloco é a parte atual do blockchain na qual são registradaas algumas ou todas as transações mais recentes e, uma vez concluído, é guardado de modo linear e cronológico no blockchain como um banco de dados permanente. Assim que um bloco é concluído um novo é gerado, existindo um número infinito de blocos, que são linkados uns aos outros através de uma referência para o bloco anterior.



Além de ser um banco de dados descentralizado, o blockchain também é uma rede peer-to-peer (P2P). Essa rede consiste em uma série de computadores e servidores que atuam como nós na rede. Quando uma nova transação ocorre na rede, a informação dela é propagada entre todos os nós da rede P2P, normalmente criptografada, não havendo como rastrear quem adicionou a informação na rede e sendo possível apenas verificar sua validade. Cada nó obtém uma cópia do blockchain após o ingresso na rede.



O uso mais difundido é o de moedas digitais ou criptomoedas. O bitcoin é considerada a primeira moeda digital descentralizada e permite executar transações financeiras sem intermediários, sendo que estas transações são verificadas por nós da rede P2P e gravadas em um banco de dados distribuídos, usando a tecnologia blockchain. 



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BLOG DO GALENO

A fantástica fábrica de biblioteca

Há alguns meses mencionei aqui no blog o Instituto Ecofuturo, vencedor do prêmio Pró-Livro em 2016. De lá para cá, o instituto anunciou a criação de mais seis bibliotecas comunitárias—duas no Rio Grande do Sul e quatro no Maranhão. É uma boa oportunidade para escrever um pouco mais sobre um dos mais bem-sucedidos projetos de incentivo à leitura no Brasil.



Criado há 18 anos pela Suzano Papel e Celulose, o instituto tem uma série de projetos relacionados a sustentabilidade e promoção da leitura. Entre eles está a criação de 107 bibliotecas comunitárias por todo o país.



“Qualquer investimento em incentivo à leitura é válido. Mas para evitar que os projetos apenas enxuguem o gelo e não resolvam o problema, deve-se ir além das ações óbvias como doar e distribuir livros e olhar para o cerne do problema”, afirma Marcela Porto, superintendente do instituto. “O problema da leitura no país não é a falta de livros”



O cerne do problema, segundo pesquisas encomendadas pelo instituto, é o acesso a espaços de leitura. “O governo federal tem um bom programa de distribuição de livros e esses livros chegam às escolas. São livros de qualidade, escolhidos por um colegiado competente. O problema é que esses livros não ficam acessíveis para a população em geral, e muitas vezes nem mesmo para a própria comunidade escolar”, diz Marcela.

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http://www.blogdogaleno.com.br/2017/06/23/a-fantastica-fabrica-de-bibliotecas









Criança de Vitória já leu mais de 100 livros e sonha em jogar futebol


Aos sete anos de idade, ele já leu mais de 100 livros, sabe as capitais de todos os países – “São 193 reconhecidos pela ONU”, disse o menino -, lê em espanhol e italiano e sonha em ser jogador de futebol. Igor Pinheiro cursa o segundo ano do ensino fundamental em uma escola pública de Vitória e foi identificado como ‘aluno com altas habilidades’, ou seja, superdotado.

No colégio onde Igor estuda há um núcleo para alunos com altas habilidades, com inteligência acima da média. Eles têm uma sala específica, onde podem encontrar livros, revistas, material lúdico e pintura. O professor especialista em altas habilidades Israel Scardua, disse que é importante desenvolver a criatividade dessas crianças.

“Todos nós temos habilidades de memorizar coisas, mas o aluno com altas habilidades tem um potencial maior para isso. No caso do Igor, ele tem altas habilidades na aula de humanas, tem muita facilidade em aprender línguas, lê com facilidade o espanhol e o italiano. A língua portuguesa ele lê melhor do que muitos alunos do ensino médio”, contou.

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http://www.blogdogaleno.com.br/2017/09/18/crianca-de-vitoria-ja-leu-mais-de-100-livros-e-sonha-em-jogar-futebol





Faltam bibliotecas no Brasil. Mas este não é o maior problema


Os dados sobre o número de bibliotecas no Brasil trazem uma boa e uma má notícia.


A boa: segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de cidades com bibliotecas subiu de 76,3% para 97,1% entre 1999 e 2014. Dos 5.570 municípios, apenas 112 ainda não possuem espaço público de leitura. 

A má notícia: o Brasil possui uma biblioteca púbica para cada 30 mil habitantes, em média. Nos Estados Unidos, a proporção é de 1 para 19 mil. Na República Tcheca, que tem o melhor índice do mundo, a proporção é de 1 para cada 1.970 habitantes. 

Ao todo, o Brasil tem 7.166 bibliotecas cadastradas no Sistema Nacional de Bibliotecas do Ministério da Cultura. 


Outro dado negativo é o baixo índice de leitura dos brasileiros. 

De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura”, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro em 2014, 44% dos brasileiros não tem o hábito de ler, e 30% nunca compraram um livro sequer. 

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http://www.blogdogaleno.com.br/2017/10/02/faltam-bibliotecas-no-brasil-mas-este-nao-e-o-maior-problema






PARTICIPE DO :1BOOK4LIFE um programa de distribuição monitorada de obras literárias para alunos da rede pública de ensino em todo o Brasil. O aluno recebe o livro, leva para casa, lê e compartilha com a família, os amigos, vizinhos e colegas de classe. Ele se apropria da obra, do seu conteúdo e de seu destino inventando um jeito de passá-la adiante. 




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